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Postada em: 12/12/2014 ás 00:13
Por: Neto Rocha

II Seminário Cenfap socializa resultado de pesquisa

II Seminário Cenfap socializa resultado de pesquisa que traça perfil dos dependentes químicos acolhidos pelo Estado 

Por Ascom Cenfap/Sepaz


Está comprovado que o Projeto Acolhe Alagoas tem impacto na vida dos dependentes químicos acolhidos pelo Estado, por meio das comunidades terapêuticas conveniadas ao governo. Cerca de 39% dos jovens que passaram pelo processo de acolhimento, coordenado pela Secretaria de Estado da Promoção da Paz (Sepaz), não voltam a usar drogas.

Esse é um dos dados mais significativos revelados em pesquisas realizadas pelo Centro de Educação Profissional e Superior Santa Maria Madalena (Cenfap) que, em parceria com a Sepaz, realiza monitoramento e assessoramento nas comunidades, além de promover capacitações permanentes dos gestores (presidentes e coordenadores), conselheiros, monitores e profissionais de psicologia e assistência social que atuam nas comunidades terapêuticas.

Segundo o superintendente de Políticas Sobre Drogas da Sepaz, Luan Gama, o número é significativo e reflete a consolidação do projeto coordenado pela Sepaz. “Esses números mostram que a principal meta do projeto tem sido alcançada e trabalhamos para aumentar ainda mais esse percentual”, considerou o superintendente.  

Os dados indicam ainda o perfil dos acolhidos quanto a idade, origem, religião, local de moradia (se nas ruas ou na casa de familiares), tipos de drogas que já consumiram, frequência de consumo antes de aceitarem o acolhimento e sintomas após o uso. As pesquisas também traçam um perfil das próprias comunidades acolhedoras.

Durante o seminário, a diretora acadêmica do Cenfap, Idabel Nascimento Silva, explicou que o monitoramento permitiu a incorporação de novas atividades no programa terapêutico das comunidades, que puderam ser vistas na I Mostra de Artes e nos I Jogos Acolhe Alagoas, eventos realizados em Maceió, com o engajamento dos acolhidos.

MENOS EVASÃO

As pesquisas realizadas pelo Cenfap também indicam que 77% das famílias são participativas do processo de recuperação. Os números foram revelados na última sexta-feira (5), durante o II Seminário Interno Cenfap/Sepaz, realizado em Maceió.

De acordo com a professora Idabel, o processo de monitoramento, seguido das intervenções educacionais e terapêuticas nas comunidades mostram que as ações desenvolvidas até agora têm sido bem-sucedidas. “O trabalho com a família resulta também na redução da evasão nas comunidades. A inserção da arteterapia e da esporterapia foi de fundamental importância para mudar a perspectiva de vida sem drogas para os adictos”, afirmou. 

REINSERÇÃO SOCIAL

Os gestores consideram que o grande desafio na execução da política sobre drogas em 2015 está na reinserção social dos jovens e adultos acolhidos pelas comunidades.  “Esperamos contar com a colaboração massiva da sociedade, por meio do empresariado e de quem mais possa oferecer uma oportunidade de trabalho para esses jovens que se mantém longe das drogas”, destacou a professora Idabel.

Já o psicólogo e superintendente Luan Gama explicou que “em qualquer processo terapêutico, sabe-se que os percentuais acima de 30% são considerados excelentes no Brasil e do mundo”, portanto, com base nesses resultados, vamos intensificar as ações para consolidar a política de reinserção social dos dependentes químicos que estão em tratamento no Estado”.

Para o secretário da Sepaz, Adalberon Sá Júnior, os números reforçam algumas percepções que os próprios técnicos e gestores da pasta já tinham e indicam, por meio de um olhar externo, quais itens precisam ser aperfeiçoados. “Como o Acolhe Alagoas é uma política pública nova no governo do Estado, é preciso que ele seja monitorado para que possa se consolidar cada vez mais”, avaliou o gestor.

Segundo ele, o conjunto de dados mostrados pelo Cenfap será útil para o aperfeiçoamento na elaboração dos instrumentos de gestão do projeto bem como dos mecanismos de controle. “Também compreendemos que temos que olhar mais para a reinserção social do dependente que passou pelo processo de acolhimento. Nosso papel não termina quando o acolhido deixa a comunidade”, acrescentou o secretário.


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